Clínica Speranzini - Cirurgia Plástica

TRANSPLANTE CAPILAR

O QUE É TRANSPLANTE DE CABELO

Introdução

Transplante de cabelo tem vários sinônimos: transplante capilar, implante de cabelo, implante capilar, transplante de unidades foliculares, implante de unidades foliculares. Não se impressione com nomes difíceis, muitas vezes utilizados apenas para impressionar as pessoas e fazê-las acreditar que surgiu uma nova técnica, exclusiva do médico que a “inventou” e detém a exclusividade do conhecimento.

Transplante de cabelo é um procedimento muito simples do ponto de vista estritamente médico. É a transferência de raízes pilosas de uma região do couro cabeludo onde o cabelo não cai (região temporal e occipital) para a região onde o cabelo caiu ou está caindo (geralmente regiões parietais e da coroa). Pode-se compará-lo com a simplicidade de se pintar um quadro: basta molhar o pincel na tinta e deslizá-lo sobre a tela.

SIMPLES? Desde quando é simples pintar um quadro? Talvez seja simples para quem sabe pintar quadros. No transplante de cabelo, da mesma forma, podemos dizer que é muito simples para quem sabe realizá-lo com qualidade, transferindo-se uma quantidade significativa de fios e com planejamento de longo prazo que garantirá o bom resultado durante todas as fases da vida adulta. O Transplante de Unidades Foliculares, como é realizado na Clínica Speranzini, permite a redistribuição do cabelo de forma natural, adiando o aparecimento de áreas calvas (nos casos mais iniciais) ou simulando estágios anteriores da calvície (nos casos mais avançados).

Evolução das Técnicas de Transplante de Cabelos

Durante muitos anos, Normam Orentreich, foi reconhecido como o pai do Transplante de Cabelo, após a publicação do seu famoso trabalho, em 1959. Na realidade essa cirurgia teve início no Japão na década de 30, mas devido às Guerras Mundiais e à pequena penetração do idioma japonês no mundo ocidental não houve divulgação dos trabalhos. Okuda foi o primeiro a utilizar punchs (bisturis circulares que retiravam cilindros de pele) para transplantar cabelo para o couro cabeludo, bigode e sobrancelha. Em 1943 Tamura transferiu enxertos com apenas um fio de cabelo para a região púbica.

Nos anos 70 surgiram duas inovações: Os retalhos de couro cabeludo (descrito por Juri) e a redução de couro cabeludo. (descrita por Blanchard e Blanchard). Nos anos 80 surgiram também os expansores de tecido, que permitiam que a área com cabelo fosse esticada para permitir a retirada de uma área calva maior. O uso dos retalhos ficou restrito aos anos 70 e início dos anos 80, mas as reduções de couro cabeludo foram muito utilizadas até o final dos anos 90. Os inconvenientes, complicações e resultados pouco naturais fizeram com que a maioria dos cirurgiões abandonasse essas técnicas e passasse a fazer apenas transplantes de cabelo.

No final dos anos 80 surgiram refinamentos na técnica do punch, em que os cilindros de pele eram subdividos para a obtenção de enxertos menores para permitir linhas anteriores mais naturais. A partir daí surgiu à idéia de obter cabelo da área doadora retirando-se um fuso de pele, dividindo-o a seguir em enxertos contendo 1 a 2 fios (microenxertos) e 3 a 8 fios (mini-enxertos). Nos anos 90 vários cirurgiões apregoaram o uso do laser para substituir lâminas e agulhas. A menor densidade obtida, as cicatrizes decorrentes do seu uso, o alto custo e a menor integração dos enxertos e o consequente menor crescimento de cabelo fizeram com que esta técnica fosse completamente abandonada.

Dr. Mauro Speranzini iniciou-se na cirurgia de correção da calvície utilizando a técnica de micro/mini-enxertos. Por considerar esta técnica claramente superior às demais, nunca realizou retalhos, reduções de couro cabeludo, com ou sem a associação com expansores. Após algumas operações idealizou e introduziu o uso de lâminas milimétricas com controle de profundidade que permitiam a confecção de furos de todos os tamanhos. Assim cada enxerto era colocado em orifícios com as dimensões certas para cada caso.

Em 1987, Dr. Bobby Limmer publicou um trabalho demonstrando o uso do microscópio para dissecar os enxertos e obter unidades foliculares contendo 1 a 3 fios. Esta evolução permitiu resultados mais naturais, mas tornou a cirurgia muito mais demorada, trabalhosa e com a necessidade de uma equipe maior e melhor treinada. O custo operacional também aumentou, mas os resultados superiores, extremamente naturais, foram decisivos na opção por esta técnica.

Transplante de Unidades Foliculares

Em 1984 Hamilton publicou um trabalho demonstrando que os fios do couro cabeludo saíam em pequenos grupos e não como entidades isoladas. Os fios emergiam pelos poros em grupos de 1 a 3 fios, sendo que na maioria das vezes formavam-se pares. Além destes, havia um ou dois “vellus hair”, que são fios muito finos, semelhantes a uma penugem. Completavam as unidades foliculares o músculo eretor do pelo e as glândulas sebáceas. Ao microscópio observava-se que todas essas estruturas eram circundadas de uma “cinta” que limitava a unidade folicular. A demonstração de que a separação dos fios de uma mesma unidade folicular levava à redução da sua sobrevivência levou os cirurgiões a procurarem manter sua integridade.

Na década de 90 surgiu o Transplante de Unidades Foliculares, que nada mais é do que a transferência dos fios exatamente da maneira como se encontram na natureza, ou seja, em grupos de 1 a 3 fios por orifício (excepcionalmente quatro). Assim, o termo “fio a fio”, muito utilizado, é inadequado. Na Clínica Speranzini adotamos esta técnica mais elaborada e demorada porque acreditamos que a qualidade não deve ser sacrificada em favor de vantagens comerciais.

Os enxertos de unidades foliculares devem obrigatoriamente ser preparados com microscópios. Com uma imagem aumentada em 10 vezes minimiza-se o dano aos fios e obtêm-se em média 20% mais fios do que com o uso de lupas de aumento.

Milhares de orifícios (megassessão) são criados com lâminas ou agulhas na área receptora para a introdução das unidades foliculares. Estes são feitos em densidade que varia de 10 até 40 por cm 2, dependendo de fatores como espessura do fio, densidade da área doadora, extensão da área calva, existências de fios remanescentes e a existência de cicatrizes. É fundamental que a inclinação dos orifícios varie em função da sua localização e que o padrão de distribuição seja irregular para obtenção de resultados mais naturais. Este método permite obter resultados naturais com apenas uma sessão. Nas calvícies maiores e nos casos menos favoráveis são necessárias outras sessões para se obter maior densidade. Por tratar-se de procedimento mais laborioso, o tempo de cirurgia médio varia de cinco a dez horas.

É verdade que o verdadeiro transplante folicular requer uma equipe maior e mais treinada, tempo operatório mais longo e equipamento cirúrgico mais complexo. Mas o resultado superior torna estes inconvenientes um esforço que vale a pena.

Microscópio Digital: o mais recente avanço na técnica de transplante capilar

A Clínica Speranzini é a pioneira no Brasil na introduçao do microscópio digital nas mega-sessoes de transplante capilar de unidades foliculares com fio longo.

Desde setembro de 2010, todas as cirurgias realizadas pelo Dr. Mauro Speranzini contam com a utilizaçao do microscópio digital que permite uma maior eficiencia da equipe e qualidade da cirurgia.

O microscópio digital veio para aprimorar o trabalho de preparaçao das unidades foliculares que serao transplantadas na área doadora desenvolvido pelas assistentes.

Além disso, o uso dos monitores de alta definiçao permite que o médico tenha um melhor acompanhamento da preparaçao das unidades foliculares, garantindo assim, a excelencia de nosso trabalho do início ao fim.

Primamos pelo treinamento contínuo de nossa equipe técnica. As imagens relativas a preparaçao das unidades foliculares podem ser gravadas proporcionando o treinamento mais eficiente e rápido das assistentes.

Mais uma vez, a Clínica Speranzini faz a diferença e mostra a sua capacidade de atualizar-se e seguir as tendencias mundiais mais recentes em transplante capilar. Por isso, contamos com altíssimo índice de aprovaçao de nossos pacientes e reconhecimento do trabalho de ponta desenvolvido na especialidade.

Saiba mais sobre o assunto em Dr. Mauro na Mídia.

A Técnica do Fio Longo

Desde 2008 a Clínica Speranzini utiliza em todos os casos de transplante capilar a denominada técnica do fio longo, o que tem sido um grande sucesso junto aos pacientes, pois permite um pós-operatório mais confortável.

Sua grande vantagem é camuflar nas duas primeiras semanas os sinais perceptíveis da cirurgia, que somem após esse período e permitir um imediato retorno ao convívio social e profissional. Além disso, o paciente tem a oportunidade de visualizar o resultado provável logo após o procedimento.

Isso ocorre porque as unidades foliculares são transplantadas para a área receptora com os fios longos, em contraposição à técnica tradicional onde a denominada área doadora é raspada e são transplantadas somente as raízes capilares.

É importante esclarecer que esses fios longos caem após 25-30 dias, voltando a nascer 2-3 meses depois, sendo o resultado definitivo obtido após aproximadamente nove meses da data da operação.

Técnica FUE – evolução em transplante capilar

Uma das últimas novidades em transplante capilar é a Técnica FUE - Follicular Unit Extraction - ou extração de unidades foliculares. É o nome dado à técnica de retirada de cabelo com as raízes sem um corte com bisturi na área doadora. Embora realizada pelo Dr. Mauro Speranzini desde 2011, ganhou destaque em seu consultório no último ano, devido ao advento de novos instrumentos, cursos de especialização e a visita do médico aos melhores centros da especialidade do mundo.

O método, minimamente invasivo, não deixa cicatrizes visíveis a olho nu, o que permite a quem se submete à cirurgia manter o corte do seu cabelo do tamanho que preferir, logo após passar pelo tratamento. Outra grande vantagem é o incômodo mínimo ou mesmo inexistente após a operação.

O processo consiste em obter cabelo de áreas doadoras para transplante com o mínimo de danos ao paciente. O método é indicado para vários pacientes de transplante capilar. Entretanto, cabe ao cirurgião plástico indicar a técnica indicada para cada situação. O ideal é que o médico tenha experiência também com a técnica tradicional (com corte). “A técnica por si só não faz milagres. O médico tem que ter experiência, equipe treinada e os equipamentos mais avançados”, comenta o Dr. Mauro.

 

Para se entender melhor os princípios da técnica é necessário lembrar brevemente da historia da cirurgia do transplante de cabelo.

 

PUNCH

Na década de 50 foi popularizada a técnica do "punch" em que fios eram retirados em tufos com um instrumento circular de 4 mm de diâmetro. Embora pareça pequeno, incluía varias unidades foliculares totalizando até 30 fios por tufo! O resultado ficou conhecido como "cabelo de boneca". Foi a única técnica até o final da década de 80.

FUE

A técnica FUE foi um retorno aos princípios do punch, com a utilização de instrumentos circulares. A grande diferença foi a miniaturização dos instrumentos (0,8 mm a 1 mm), uso de lupas mais potentes, utilização da luz de led frontal e mais recentemente grande avanço na motorização do procedimento, que permitiu o transplante de um número de unidade foliculares semelhante da técnica FUT. Nesta técnica são retiradas unidades foliculares inteiras (1 a 4 fios) ou uma parte (1 a 2 fios) e em uma única sessão são transplantadas de 1000 a 2.500 UF. A técnica em si não faz milagres. O médico deve oferecer um índice de transecção inferior a 5.

Para saber detalhes sobre a Técnica FUE e qual o melhor método para realizar o seu transplante, entre em contato com a Clínica Speranzini.